Posts Tagged ‘Rodoanel’

Uma foto

24/05/2010

Por Rodrigo Cozzato

Foto: Rodrigo Cozzato

Trânsito livre no km. 13 da Raposo Tavares em plena segunda-feira. Depois da inauguração do trecho sul do Rodoanel, os congestionamentos na rodovia diminuíram consideravelmente na parte da manhã. E você, leitor, qual sua opinião? Quanto o trânsito esá melhor para você? Participe, deixando seu comentário.

Uma foto

14/05/2010

Por Rodrigo Cozzato

Foto: Rodrigo Cozzato

DER começou a substituir placas que indicam acesso ao Rodoanel

O DER, Departamento de Estradas de Rodagem, trocou esta semana as placas de acesso ao Rodoanel nos dois sentidos da Raposo Tavares. Porém, só as placas a um quilômetro do anel viário. As de dois e três quilômetros ainda não foram substituídas. A situação é a mesma na entrada do Rodoanel: as placas são as antigas. Os motoristas que não conhecem o local, ao acessarem a via, não sabem pra qual direção fica, por exemplo, a Imigrantes ou a Bandeirantes.

A substituição, no entanto, ocorre quase dois meses após a inauguração do trecho sul.

Em tempo: o DER instalou hoje as placas de dois e três quilômetros antes do Rodoanel, mas ainda não substituiu as de acesso. (atualizado às 19h35)

Só uma perguntinha

20/04/2010

Por Rodrigo Cozzato

Na manhã de hoje, dois caminhões se envolveram em grave acidente no trecho sul do Rodoanel, na altura do quilômetro 58, sentido Régis Bittencourt. Um caminhão pequeno, que transportava metanol em galões, bateu na traseira de uma carreta, que carregava um contêiner. O metanol, inflamável, foi derramado na pista.

Duas faixas ficaram interditadas, já que o contêiner ficou tombado. Às 7h30, havia mais de três quilômetros de congestionamento. A pista só foi liberada totalmente às 15h, e as filas chegaram a 12 quilômetros.

Quem já passou pelo novo trecho do Rodoanel pôde ver que as faixas são largas e não há curvas fechadas nem trechos de severas subidas ou descidas. Fica aqui uma perguntinha: como, então, o motorista de um dos caminhões consegue se envolver em um acidente como esse? (Atualizado às 19h20)

Carro capota no trecho sul do Rodoanel

06/04/2010

Por Rodrigo Cozzato

A motorista Elaine Maria Utyike levou um baita susto hoje pela manhã e não vai esquecê-lo tão cedo. Ela conta que trafegava pelo novo trecho do Rodoanel quando aquaplanou seu carro, perdeu completamente o controle da direção e capotou diversas vezes, quase caindo num abismo. Elaine relata em detalhes tudo o que se passou depois do acidente: da demora no atendimento pelos socorristas até a precariedade do posto da Polícia Rodoviária.

Leia o relato completo no blog do jornalista Milton Jung, da CBN.

Rodoanel: o Acelera! andou e aprovou

05/04/2010

Por Rodrigo Cozzato e Fernando Pedroso
Foto: Rodrigo Cozzato

No domingo, 4/4, pus o carro na estrada e fui ver de perto o trecho sul do Rodoanel. Saí de casa quase uma da tarde e, às 1h30, já estava no Riacho Grande, em São Bernardo, para um almoço de Páscoa. Quarenta e dois minutos entre a Raposo Tavares e a Anchieta.

Na volta, como já tinha reparado na paisagem e na estrada, mantive a média de 100 km/h, e o tempo foi ainda menor: 34 minutos. Mesmo com alguns trechos sob chuva, a estrada é segura.

Ao contrário do antigo trecho, o novo é de asfalto em sua maior parte. As faixas, três em todo o trecho, são largas. Além do acostamento, há um grande canteiro central em toda sua extensão.

Foto: Rodrigo Cozzato

Ponte sobre represa Billings tem mais 1.500 metros de extensão

Há “retoques” a se fazer por todos os lugares. É fácil de se observar canteiros de obras e máquinas por todo canto. E do contrário do que o governo tem dito, que faltam apenas “detalhes” e “obras de perfumaria”, observei alguns trechos sem sinalização das faixas e alguns barrancos consideráveis sem a proteção do guard rail. Não há radares, o que faz com os motoristas dos carros e, principalmente, dos caminhões abusem da velocidade.

As placas indicando as rodovias e as saídas são bem visíveis, mas há muitos motoristas que se enganam e acabam dando ré no acostamento, já que os retornos são raros. Há um SAU e um posto da polícia rodoviária próximo à Imigrantes. E os pedágios estão sendo construídos a todo vapor.

O novo trecho do Rodoanel facilita mesmo a vida dos motoristas. Agora, é torcer para que desafogue de verdade o trânsito em São Paulo. (RC)

Trecho sul: alívio imediato

No feriado de Páscoa, também fiz minha estreia no trecho sul do Rodoanel. Na sexta-feira à tarde, entrei na nova estrada para pegar a Rodovia dos Imigrantes. Demorei 40 minutos para percorrer todo o trecho, o que é um alívio, só de não ter mais de entrar na capital para ir à praia.

O asfalto novo é bom, mas o volume de carros naquele horário ainda era pequeno. O novo trecho tem apenas três faixas, contra as quatro da parte oeste. Como o Rodrigo disse acima, as saídas estão muito bem sinalizadas, mas a falta de atenção fez com que muitos motoristas fizessem besteira nos acostamentos e bifurcações.

Outra coisa que fica evidente é a baixa velocidade estabelecida na estrada, problema já existente no Rodoanel oeste. Com a largura e o bom asfalto, 100 km/h é pouco. Com um carro bom, é fácil se distrair e trafegar acima disso. Em todo o trecho, 120 km/h seria o ideal.

E vale uma curiosidade. Por ser novo e atrair a atenção da mídia, o trecho sul do Rodoanel virou atração turística. Muitas pessoas, muitas mesmo, ficaram no acostamento vendo os carros passar. Algumas até davam tchauzinho. É a falta do que fazer num feriadão. Entre os carros também não faltaram turistas, principalmente nas pontes, onde as pessoas se arriscavam no acostamento para tirar fotos. Espero que, com o tempo, a rodovia entre na rotina das pessoas. (FP)

Primeiro dia bastante positivo

01/04/2010

Por Rodrigo Cozzato

O trecho sul do Rodoanel foi aberto aos motoristas às 7h de hoje, com a promessa de desafogar o trânsito de caminhões pesados que cruzam São Paulo em direção ao Porto de Santos, no litoral. Em parte, não foi o que se viu.

A começar pela Raposo Tavares, o trânsito estava bem leve. Pelo menos às 9h, não havia sequer cem metros de congestionamento. Hoje é 1º de abril, mas isso não é piada. É uma notícia que gostaríamos de dar todos os dias. É torcer para o trânsito estar assim também na volta, já que hoje é saída de feriado.

No entanto, em São Paulo, a Avenida dos Bandeirantes, um dos principais focos de congestionamento da cidade, estava do mesmo jeito de sempre: parada. Um caminhão quebrado e um acidente entre um caminhão e um carro complicavam ainda mais a vida de quem passava por lá. O índice de congestionamento em São Paulo às 9h era baixo para o horário, cerca de 60 quilômetros. Mas havia muito trânsito concentrado, como disse, na Bandeirantes.

E agora?
Dois trechos do Rodoanel estão prontos, interligando sete importantes rodovias que chegam à capital paulista: Bandeirantes, Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes e Anchieta. Ainda não há cobrança no trecho sul, apenas no trecho oeste, R$ 1,30 por eixo para caminhões, e o mesmo valor para veículos de passeio.

Mas o que fazer para de fato tirar esses caminhões pesados do trânsito paulistano? As autoridades em engenharia de tráfego deveriam elaborar estudos e viabilizar maneiras de coibir, ou mesmo proibir, que caminhões que não tenham como destino final a cidade de São Paulo a cruzem.

A Secretaria de Transportes prevê que haja redução de 37% de redução dos caminhões na Avenida dos Bandeirantes e 43% na Marginal do Pinheiros. É muito pouco se levarmos em conta o tamanho da obra que é o Rodoanel e o quanto foi investido para construí-lo.

Outra saída poderia ser a mudança da CEAGESP de local, da Marginal do Pinheiros para as margens do Rodoanel. Quando foi construída, em 1969, a central de abastecimento estava localizada no que era o anel viário da capital paulista à época. De lá pra cá, a cidade cresceu — e muito — além das marginais do Pinheiros e do Tietê.

A mudança poderia fazer com que apenas caminhões pequenos, de entrega, aqueles que realmente precisem, entrem em São Paulo. O restante, que vá pelo Rodoanel.
(Colaborou Fernando Pedroso)

Impostos, pedágios e Big Brother: o que você tem com isso?

31/03/2010

Por Rodrigo Cozzato
Foto: Milton Michida/Portal Governo de SP

O assunto discutido neste texto parece não ter a ver com rodovias, mas tem. Indiretamente, mas tem. Ao fazer a declaração de imposto de renda, vi uma coisa que já sabia há algum tempo: preciso trabalhar uns quatro, cinco meses do ano apenas para pagar o fisco e o INSS. E você também.

Revoltante, mas não para por aí. Há ainda impostos embutidos no combustível, nas parcelas do financiamento, na camisa e na calça, no telefone, no arroz e feijão de todo dia, na hora de pagar a conta no restaurante, no cafezinho e onde mais sua imaginação alcançar.

Aqui o paralelo com as rodovias começa a ser traçado: os pedágios. É indiscutível o quanto as rodovias — pelo menos em São Paulo — melhoraram após as privatizações. Porém, o que não dá para concordar são os preços abusivos que as concessionárias praticam sem o menor controle por parte dos governantes. Isso se estende a outras concessões, como, por exemplo, a telefonia.

Estamos às vésperas da inauguração de um belo trecho do Rodoanel. Sem dúvida irá tirar muitos caminhões do pesado trânsito diário paulistano. Mas a pergunta é: quando os pedágios entrarem em operação a todo vapor, os caminhoneiros irão mesmo utilizar o anel viário?

Foto: Milton Michida

Pedágios poderão afastar caminhões do Rodoanel

A não cobrança de pedágio no Rodoanel foi uma das promessas do então governador e idealizador da obra, Mário Covas. Seu sucessor, Geraldo Alckmin, e o sucessor dele, José Serra, seguraram essa bandeira até verem que dali dava para fazer uma imensa usina de dinheiro.

A cobrança começou com R$ 1,20; hoje, custa R$ 1,30. De grão em grão, o governo vai aumentando, repassando para os usuários, e, sem mais nem menos, a cobrança está nas alturas. Estima-se que o Rodoanel custará R$ 6. A conta é fácil de fazer. Multiplique R$ 6 por cinco, seis eixos da maioria dos caminhões e diga se 100% das empresas de transporte irão aderir ao anel viário. E os pedágios não param por aí. Se parte do dinheiro arrecadado fosse investido em transporte público, aí sim poderíamos começar a discutir redução de veículos na rua. Do contrário, fica difícil.

Tanto imposto, tanto tributo… É revoltante. Tal qual a inércia da população, que não faz nada para mudar esse panorama. O que fazer? Pensar melhor na hora de apertar o “confirma” no dia da eleição. Ora, se os 150 milhões de brasileiros que votaram para escolher quem seria o vencedor do Big Brother Brasil se juntassem, poderiam dar outro rumo para este país, não é mesmo? Pense nisso!

Trecho sul do Rodoanel abre as portas amanhã

31/03/2010

Por Rodrigo Cozzato

Após mais de dois anos de obras, dois acidentes, mais de R$ 5 bilhões de reais para construir pouco mais de 60 quilômetros de rodovia e 114 pontes e viadutos, o trecho sul do Rodoanel será inaugurado na próxima quinta-feira, 1º de abril.

O novo trecho liga a Rodovia Régis Bittencourt até a Anchieta, passando pela Imigrantes, e promete desafogar o trânsito de carros e — principalmente — o de caminhões que cruzam São Paulo diariamente.

Foto: Rodrigo Cozzato

Trecho sul promete desafogar trânsito em SP; estudo contraria essa promessa

Não é o que diz estudo encomendado pela Artesp (agência dos transportes de São Paulo) e publicado pelo jornal Folha de São Paulo em 14/3.

No Portal do Governo de São Paulo, é possível ver dados, números e curiosidades sobre a construção do trecho sul do Rodoanel. E reportagem do SPTV, da Rede Globo, mostra alguns problemas ambientais que ficaram pelo caminho, ouve moradores vizinhos que reclamam sobre a “divisão” que a rodovia criou em alguns bairros e transtornos com o trânsito.

Outra futura, mas não distante preocupação, é o preço do pedágio. Atualmente para trafegar pelo Rodoanel os veículos pagam R$ 1,30, e os caminhões, o mesmo valor por eixo. Por enquanto não haverá cobrança no trecho sul, mas estima-se que, quando começar, o valor poderá chegar a R$ 6.

Rodoanel: quer retornar? Pague

23/03/2010

Por Fernando Pedroso

Pela proximidade com a Raposo Tavares, me sinto à vontade para falar também do Rodoanel Mário Covas. Acho que muita gente já sabia disso, mas para mim é uma novidade, então tomo a liberdade de me indignar só agora.

Eu sei que todas as saídas do anel viário são pedagiadas há um tempo, incluindo o acesso a Osasco e Carapicuíba, mas como nunca uso ali, não conhecia que a cobrança é feita também para quem só quer fazer um retorno e continuar no Rodoanel. Sim, isso mesmo.

Eu estava indo no sentido da Castello Branco, quando tive de retornar para a Raposo Tavares. Entrei no retorno e já dei de cara com o pedágio. Desembolso R$ 1,30, volto e, na saída, mais R$ 1,30. Volto para o Rodoanel e mais R$ 1,30 para pegar a Castelo Branco.

É muita ganância da CCR e do governo do Estado de São Paulo cobrar para quem quer fazer um simples retorno. Um absurdo completo. Como já disse em outro post, parece que tudo é feito para prejudicar o contribuinte e encher os bolsos de grandes empresas e governantes. Só pode ser isso.

Outra coisa que espero saber é como ficarão as cobranças do Rodoanel depois de pronto o trecho sul. Se ficar mesmo na casa dos R$ 6, o preço será o mesmo para todos os trechos? Quem acessar o anel viário na Raposo e sair logo na Castello ou na Régis irá pagar o mesmo que aquele que percorrer todo o percurso?

O ácido corroeu a sexta-feira

22/03/2010

Por Fernando Pedroso
Foto: Rodrigo Cozzato

Sexta-feira, todo mundo doido para chegar em casa. Dou uma olhada no site da CET para ver o índice de congestionamento e saio do escritório, no Itaim-Bibi, às 19h30. Chegando perto da Raposo Tavares, vejo que o trânsito não está para brincadeira. Sintonizo uma rádio de notícias e ouço que um caminhão tombou no Rodoanel, afetando Raposo Tavares, Régis Bittencourt e Castello Branco.

Entro na rodovia e vou, a passos de tartaruga, em busca de novas informações. Vou ligando para vários conhecidos para saber de caminhos alternativos e só o que consigo ouvir é que não há para onde correr. Vejo pelo retrovisor três rapazes andando entre os carros. Não sei do que se trata, então o jeito é tomar cuidado. Um senhor à minha frente desce do carro, preocupado, e diz que já foi assaltado em uma situação parecida.

Ligo o motor, o ar-condicionado e aumento o som. O jeito é relaxar e esperar. As pessoas descem dos ônibus e vão a pé. Vejo um conhecido, o chamo, mas ele deixou a mochila no coletivo, não tinha como buscar. Perdeu a carona, coitado. Se bem que não ia adiantar nada. A única vantagem era ter alguém para bater um papo, mas ficaríamos ali, no mesmo lugar.

Foto: Rodrigo Cozzato

Caos em forma de trânsito; acidente no Rodoanel complicou a vida de quem pretendia chegar em casa na última sexta-feira

As motos passam rápido. Acelerando e buzinando, tirando um sarro de nós, motoristas. Malditos sortudos que chegaram em casa cedo. Eu nem cheguei. Parei na casa da minha noiva, dormi por lá, já era mais de 22h. Antes disso, falei com outras pessoas que trataram de se arranjar em São Paulo mesmo. Quem tinha planos, desmarcou. Chegou tarde, perdeu tempo. O ácido do caminhão, que capotou em uma reta de quatro faixas, corroeu a sexta-feira. Não só minha, mas a de todos nós, reféns de uma estrada chamada Raposo Tavares.


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