O preço da pressa


Por Rodrigo Cozzato

Ontem à tarde, na volta pra casa, tudo ia bem até a altura do km. 16, quando o trânsito parou de vez. Em poucos minutos, uma viatura do Samu e outra do DER passaram em alta velocidade pelo corredor. Pensei comigo: “acidente à frente”.

E era. Como sempre, uma motocicleta. Um motociclista caído no chão. Nenhum carro, nenhuma outra moto. Seja lá o que tenha acontecido, quem se envolveu no acidente não parou para prestar socorro.

O que mais me deixou louco da vida é que tudo aconteceu a apenas cem metros do posto da Polícia Rodoviária. E não havia um policial sequer auxiliando o tráfego, nem mesmo no outro sentido, no qual a fila dos curiosos — que queriam ver aquilo que não precisava ser visto — passava do Rodoanel.

Voltando ao assunto em questão, eu gostaria de entender por que esses acidentes bobos acontecem. Juro que tento, mas não consigo sequer imaginar. Por que os motociclistas têm que trafegar no corredor a uma velocidade tão grande?

Não é possível que andar um pouco mais devagar, numa velocidade compatível ao trânsito que está ao seu lado, vá atrasar tanto sua vida, seu trabalho ou mesmo seu retorno para casa. E o preço que se paga por essa pressa é esse: prejuízo físico e material — isso quando a dívida cobrada não é a própria vida.

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