Acabou o patriotismo

06/07/2010

Por Rodrigo Cozzato

Foto: Rodrigo Cozzato

Bandeira caída: patriotismo apenas em época de Copa do Mundo

A foto acima retrata bem o espírito (pouco) patriótico da maioria dos brasileiros. A bandeira brasileira, que antes tremulava orgulhosa em algum carro, agora está caída num canto qualquer da Raposo Tavares, e se junta ao lixo de garrafas, embalagens, bitucas de cigarros, entre outros, que vão entupir os bueiros na próxima chuva.

Está incomodado? Sim, estou!

01/07/2010

Por Rodrigo Cozzato

Parei hoje cedo no posto de combustíveis do Carrefour, na Raposo Tavares. As duas cancelas eletrônicas resolveram dar problema ao mesmo tempo, e logo uma fila se formou. Como de praxe, os espertinhos davam um jeito de furar fila e irem se enfiando na frente de quem já estava por lá.

Quando um funcionário do supermercado apareceu para resolver o problema, eis que ao meu lado para um táxi. Do nada, o motorista deu umas buzinadas alucinadas, nervosas. Meio que num instinto, virei pro lado e tentei conversar com ele. Segue o diálogo:

— Buzinar não vai fazer o cara arrumar mais rápido, amigão!
— É– é… É que eu conheço o rapaz aí na frente.
— Ah, ok. Desculpa aí.
— Por que, você está incomodado?
(Obviamente que sim.)
— Só quis dizer que buzinar não ia adiantar, mas se você conhece o cara, tudo bem.
— É, se eu tiver incomodando, você fala, seu–

A partir daí, o “monólogo” se torna impublicável. Peguei meu cartão de acesso ao estacionamento, dei as costas e deixei o sujeito falando sozinho.

Claro que me incomodei. Quem merece ser atazanado com umas belas dumas buzinadas logo cedo? Tudo bem, tomei conhecimento do motivo, me desculpei, mesmo não compactuando com a situação. Não sou obrigado a concordar com umas buzinadas em alto e bom som por causa de “ver um amigo”. Oras, não percebi nenhum aceno de alguém que estava lá na frente. Menos ainda vi o taxista com cara de quem cumprimentava um amigo.

As pessoas se dispõem a sair armadas de casa logo cedo para matar seus inimigos no trânsito com xingamentos, desaforos, afrontas e atos de machismo. Se o taxista em questão estivesse de fato armado, eu poderia me dar mal. E se eu fosse do mal e também estivesse de fato armado, uma grande duma lambança iria acontecer com certeza.

Passarela é para pedestres, não para motos

30/06/2010

Por Rodrigo Cozzato

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) nem bem instalou algumas novas passarelas na Raposo Tavares e elas já estão servindo a pessoas que não têm o menor respeito ao próximo e às leis de trânsito: motociclistas que as utilizam para retornar.

Flagrei a cena duas vezes, tal qual é comum ver na Régis Bittencourt. Em uma delas, um entregador de comida chegou a “ultrapassar” um grupo de pedestres que descia pela rampa, na passarela do km. 27 da Raposo.

Os motociclistas acabam por confundir moto com bicicleta. Um ciclista desmontado e empurrando a bicicleta se equipara ao pedestre em direitos e deveres, diz o Código de Trânsito Brasileiro.

O mesmo não pode ser dito dos motocas, que descem da moto, a empurram e atravessam a passarela, andam na contramão ou sobre a calçada. Ainda assim, é infração de trânsito e está sujeito à multa. No caso das passarelas, a multa é gravíssima multiplicada por três, mais sete pontos na carteira de habilitação.

No caso da Raposo Tavares, é preciso duas coisas: primeiro, fiscalização por parte da Polícia Rodoviária. É inadmissível motociclistas usarem a passarela, reivindicação antiga dos pedestres, para retornar. Segundo, e não menos importante, que o DER conclua a obra por completo antes de entregá-la à população, colocando obstáculos que impeçam o acesso aos motociclistas mal-educados.

Pedágios paulistas sofrerão novo reajuste

29/06/2010

Por Rodrigo Cozzato

Na próxima quinta-feira, 1º de julho, os motoristas passarão a desembolsar mais dinheiro para trafegar pelas estradas paulistas. Isso porque a tarifa dos pedágios sofrerá reajuste que varia entre 4% e 5%, aumento com base no IGP-M e IPCA.

A praça de cobrança mais cara do Estado é a do sistema Anchieta-Imigrantes, que passará de R$ 17,80 para R$ 18,50. A tarifa do Rodoanel Oeste passará de R$ 1,30 para R$ 1,35.

Outros locais chamam atenção em virtude do alto preço. É o caso de Araraquara, na rodovia Washington Luis, que custará R$ 11,25, e Rio Claro, na mesma rodovia, com tarifa de R$ 12,05. Na página da Artesp é possível checar todos os valores.

Incapacidade administrativa
São Paulo é o Estado com o maior número de praças de pedágio do País. Tem, aliás, mais pedágios que o Brasil inteiro (160 pontos de cobrança; no restante do território nacional, são 113).

Desde 1998, ano em que começaram as privatizações das rodovias estaduais, as estradas paulistas ganharam 112 pedágios. É inegável que a qualidade e a segurança das rodovias melhoraram, e quem ganha com isso é o usuário. São telefones de socorro, ambulâncias e guinchos, pessoal especializado, enfim, uma série de melhorias.

No entanto, o que se paga por isso é abusivo, tendo em vista a quantidade de impostos que o cidadão já recolhe habitualmente. Isso claramente é reflexo da incapacidade e da incompetência administrativa dos últimos governos estaduais em gerir aquilo que era público, como as estradas, a telefonia, instituições financeiras, entre outros.

Novamente, não dá pra negar a melhoria desses serviços se os compararmos, por exemplo, com a saúde pública. Mas o cidadão paga muito por isso, e não há a quem reclamar. Quer viajar? Pague. E pague caro.

Os radares estão de volta

28/06/2010

Por Fernando Pedroso

No domingo, ao passar pelo km 17 da Raposo, vi que os radares móveis estão voltando. Não sei se foi apenas um teste, mas acho bom que voltem mesmo. Apesar de ter o objetivo mais arrecadatório do que preventivo, pelo menos a estrada terá uma fiscalização.

Já que teremos radares novamente, gostaria, então, de pedir uma coisa aos motoristas. Se já estiver a 90 km/h, por favor, NÃO FREIE. Ele só vai te multar se estiver acima de 100 km/h, considerando margem de erro do velocímetro e desprezo do equipamento. Combinado?

Sem luzes de freio

28/06/2010

Por Rodrigo Cozzato

Raposo Tavares, descida entre os kms. 11 e 10. Trânsito lento, todos freando. Mas, peraí, e esse C3 da foto, não freia? Ah, sim, freia. Mas as luzes não acendem. Por pura falta de manutenção e de cuidado do motorista, as luzes não acendem. Uma parada de menos de meia hora em um autoelétrico resolveria facilmente o problema.

Trafegar sem luzes de freio pode gerar multa (se houvesse fiscalização) e, não menos importante, pode causar acidente, já que quem vem atrás tem de adivinhar quando o motorista está brecando.

Foto: Rodrigo Cozzato

Cadê as luzes de freio do C3? Não tem

Polícia pode?

25/06/2010

Por Rodrigo Cozzato

A foto abaixo mostra claramente que a lei não é válida para os vigilantes. Duas viaturas da Polícia Civil desrespeitam a sinalização de proibido estacionar e param para almoçar, atrapalhando o trânsito. A foto foi feita na Rua Camargo, esquina com a Avenida Vital Brasil, local de grande movimentação de veículos. A cena me fez lembrar o tema da HQ Watchmen: “Quem vigia os vigilantes?”.

Observação deste blogueiro: não é a primeira vez que flagro viaturas policiais paradas ali. A menos de cinquenta metros à frente desse local, há um estacionamento gratuito do restaurante.

Foto: Rodrigo Cozzato

Infração cometida por quem deveria dar exemplo

Curiosidade imbecil

23/06/2010

Por Rodrigo Cozzato

Logo na manhã de hoje, havia um acidente entre dois carros no sentido Cotia da Raposo Tavares, na altura do km. 26, pouco antes da Estrada do Embu. Um acidente simples, aparentemente, sem vítimas, apenas dois carros, com poucos estragos. Fica mesmo a dor de cabeça para os proprietários.

Porém, o que chama atenção, como sempre, é a curiosidade imbecil, estúpida e sem sentido de 99,9% dos motoristas que passam pelo local. Mesmo que fosse um acidente grave, não há motivo para parar o carro e ver o que aconteceu. Diminuir a velocidade é correto, para evitar novos acidentes. Agora, parar para ver… é o cúmulo.

Na pista do acidente, em virtude da interdição da faixa, havia congestionamento de dois quilômetros, aproximadamente. Na outra pista, no entanto, um quilômetro de filas sem o menor sentido, sem a menor razão. Culpa da curiosidade.

Foto: Rodrigo Cozzato

Curiosidade dos motoristas provoca congestionamentos

Fiscalização continua zero

21/06/2010

Por Rodrigo Cozzato

Ontem, precisei sair bem cedo de casa em razão de um compromisso em São Paulo. Domingão, 7h, a Raposo Tavares estava livre, livre. Porém, o que me chamou atenção foi não ter visto sequer uma viatura da Polícia Rodoviária. Nenhuma, em nenhum trecho em que os policiais costumam ficar parados.

No posto policial no km. 18, havia quatro viaturas paradas no estacionamento, perfiladas, com os highlights ligados, como numa demonstração de exibicionismo. E nada de policial na estrada.

Tá, era domingo cedo. A estrada estava vazia. Mas há aqueles apressadinhos de sempre, que mesmo com o trânsito fluindo bem andam a toda velocidade, costurando e ultrapassando pela direita. E nada de policial na estrada.

Sinceramente, não dá para entender por que a Raposo Tavares entre São Paulo e Cotia é tão negligenciada pelos policiais rodoviários. Não há um mínimo de fiscalização. A Raposo nesse trecho mais parece uma avenida, dada a quantidade de carros, motos, ônibus e caminhões. Parece, mas não é. É uma estrada, e tem de ser tratada como tal, pelos usuários e pela polícia.

O Brasil parou a Raposo

16/06/2010

Por Rodrigo Cozzato

As pessoas que foram dispensadas do trabalho para assistir ao jogo entre Brasil e Coreia do Norte ontem, pela Copa do Mundo, parecem ter voltado para casa todas ao mesmo tempo. Às 14h30, o congestionamento em São Paulo passava dos 200 quilômetros. Na Raposo Tavares não foi diferente. Havia trânsito ruim desde o km. 10 até o km. 26. Muita gente, como eu, chegou em casa já com a partida iniciada. Alguns motoristas encararam as enormes filas com bom humor, tocando as buzinas em tom de brincadeira e as tão faladas “vuvuzelas”.

Foto: Rodrigo Cozzato

Como nos velhos tempos: congestionamento na Raposo passou dos dez quilômetros